Saiba como está o mercado para mulheres na Arquitetura e Engenharia

Assim como a maioria das outras profissões, antes, majoritariamente masculinas, o mercado brasileiro de Arquitetura e Engenharia, também tem sentido um aumento da presença feminina, nos últimos anos.

Os dados mais recentes apresentados pelo Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), apontam que o número de mulheres engenheiras registradas por ano no sistema, passou de 13772, em 2016, para 19585, em 2018 – o que equivale ao crescimento de 42%.

Em contrapartida, na Arquitetura, o cenário se inverte. Segundo o Conselho de Arquitetura e Urbanismo, em 2018, o Brasil possuía 167.060 arquitetos e urbanistas, ativos e registrados. Desses, a maioria, 63,10% são mulheres, enquanto 36,90% são homens.

O mesmo estudo destacou que a predominância feminina na Arquitetura, tende a aumentar, tendo em vista que nas faculdades, elas são maioria.

Nesse momento, a dúvida é inevitável: por que será que o cenário feminino na Arquitetura é tão diferente da Engenharia? Muito simples: sabe aquela velha máxima de: isso é profissão de homem ou aquilo é que é profissão de mulher?

Ela explica, em partes, essa discrepância dos números, porém as razões são muito mais profundas. Apesar disso, não pense que a vida das arquitetas é mais fácil do que para as engenheiras.

Mesmo sendo maioria, historicamente as arquitetas não têm nem mesmo metade da relevância, dos arquitetos, índices que tocam, na velha ferida da desigualdade de gêneros.

Apesar de injusto, o cenário se explica, considerando que no século 19, as mulheres eram proibidas até de frequentar as universidades, portanto, o caminho em qualquer profissão, conforme citado no início desse texto, foi mais tortuoso para elas.

A equiparação é lenta, mas tende a acontecer. Se no passado as mulheres foram excluídas de diversas atividades profissionais, atualmente elas se destacam cada vez mais, em diferentes áreas, conquistando seu espaço e ganhando relevância, de acordo com suas capacidades.

O número crescente de mulheres engenheiras e arquitetas, não apenas abre espaço para uma igualdade de gêneros no campo profissional, como também serve de inspiração para outras mulheres se arriscarem em profissões que até bem pouco tempo eram inimagináveis.

Para se ter uma ideia do quanto finalmente o reconhecimento da capacidade feminina na Engenharia chegou, a profissão ganhou até um dia reservado somente para elas.

Criado pela Women’s Engineering Society (WES), Instituto do Reino Unido, o Dia Internacional da Mulher Engenheira, comemorado em 23 de junho, tem como objetivo:

• Difundir amplamente as carreiras em engenharia para as mulheres;

• Celebrar as conquistas de engenheiras de referência;

• Fortalecer o espaço que elas vêm ganhando e muito mais.

Muitas conquistas vieram, não apenas para engenheiras e arquitetas, como para todas as mulheres de forma geral, porém, muitas outras ainda precisam ser alcançadas. Atualmente, além de derrubar os muros do preconceito, as mulheres engenheiras e arquitetas, precisam lidar com outras situações como:

• Diferenças Salariais;

• Assédio no ambiente de Trabalho;

• Dificuldade em conciliar vida profissional com a familiar;

• Conceitos ultrapassados, entre outras coisas.

Em suma, caminhando, devagar e sempre, aos poucos, as mulheres têm se tornado, protagonistas em todas as esferas do sistema profissional e, a Engenharia e Arquitetura é somente uma delas.

Um exemplo disto é que trazer essa igualdade de gêneros, faz parte dos Objetivos Globais para o Desenvolvimento Sustentável, proposto pela ONU (Organizações das Nações Unidas).

O item nº 5 de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 tenta, entre outras propostas, garantir a participação plena e efetiva das mulheres em igualdade de oportunidades para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública.

Para isso, propõe-se que todos adotem medidas para fortalecer a igualdade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e meninas.

Por tudo isso, não é exagero, olhar com otimismo o papel que a mulher ocupa no momento, mas principalmente: o papel que ela ocupará no futuro.

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